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Fecunda a minha idolatria,
por ti orei e pressentia,
que neste altar de euforia,
em mim tu caberias com maestria,
vinde e adentra minha alma,
que em ti repousa e acalma,
nesta vida insana do trauma,
que nem a sanidade se presenteia,
mas cobre meu corpo em tua teia,
sem me perder em teu corpo doce,
quero poder viver a intensidade,
que neste teu corpo de mulher,
a minha voracidade se emana,
quero poder em teu corpo de
mulher,
sentir-me o maior dos homens,
sem que o conceito se
preconceitue,
quero poder em tua alma sedenta,
confortar a tua sede em mim,
não desejo somente a mulher,
mas quero poder tê-la inteira,
mesmo sendo a tua maneira,
mas que seja ao vivo,
que possamos nesta tela,
virginal e em branco,
distribuir as cores,
que somente loucos,
perdidos no amor,
sabem colorir,
amantes...
Gil M C Veiga
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