|
Cabe saber agora,
como entendimento,
que o teu querer,
vive cerceado,
pelo teu perder,
numa construção de medo,
que revela insegurança,
numa referência à dança,
onde os passos combinam,
com o ritmo determinado,
mas no existir isso inexiste,
como dançar com a morte,
ela não aceita regras,
ela não permite diálogo,
ela não te deixa passar,
então somente resta,
num momento de lucidez,
voltar à minha insanidade,
para poder compreender,
que ao tentarmos viver,
realizamos reconstruções,
sem as quais relevamos,
nossa finda concepção,
de um existir pleno,
devemos temer a vida,
jamais a morte certa,
porque morrem segundos,
minutos, horas, dias,
morrem amores e paixões,
para num renascer,
dar-nos prazer,
enquanto vivermos...
Gil M C Veiga
|