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Sou esta flecha lançada,
aos sonhos dos loucos,
que atormentam moradas,
como que invadindo,
nas noites caladas,
as mulheres deitadas,
como amantes desejadas,
na concepção adocicada,
poder desfrutar de beijos,
acariciando doces seios,
devotando a este altar maior,
que a mulher representa,
anseios de homens perdidos,
em busca de uma religião,
quero ser franqueado desta fé,
sujeitar-me aos caprichos,
poder acariciar as coxas,
descobrindo tua volúpia,
quero ser devoto da mulher,
porque razão melhor não há,
serei flecha de prazer,
de tanto te querer,
amar-te e viver,
orar a mulher,
perder-me...
Gil M C Veiga
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